Senhor Presidente; Deputados e Deputadas.
Subo nesta tribuna hoje, Presidente, para fazer referências a um evento que a Assembléia organizou, o qual eu participei e o Presidente Jardel Sebba também esteve presente, referente ao Seminário Internacional de Educação. O Seminário foi bastante positivo, propostas muito interessantes, uma proposta de reforma educacional com base no que vem acontecendo em outros lugares do mundo.
Mas, antes de falar do Seminário, quero parabenizar o Presidente Jardel Sebba, pelo apoio que a Assembléia, pelo apoio que ele deu a esse evento. Quando conversei com o Presidente, ele me dizia quais eram as suas propostas na Presidência desta Casa, ele disse que um dos principais pontos era estabelecer um canal de comunicação, um diálogo maior entre a Assembléia, a população e a sociedade. Esse evento de segunda-feira e de ontem cumpriu exatamente esse papel, Presidente, papel de diálogo, papel de comunicação, de discussão entre esta Casa e a sociedade do nosso Estado num tema muito importante. Quero parabenizá-lo pelo incentivo, pela ajuda, pela participação naquele evento pelo seu discurso.
Conversava com a ex-Secretária Eliana, logo após o seu discurso, e ela fez uma sugestão interessante, que o seu discurso fosse transformado num artigo, porque era uma mensagem que deveria ser ouvida, escutada, lida por outras pessoas. E o evento foi muito positivo, foi muito importante. Lá nós colocamos, discutimos o que há de mais moderno hoje acontecendo na educação do mundo. Aquelas pessoas que falaram naquele dia estão antenadas, estão sintonizadas, estão ativamente participando de modificações educacionais nos Estados Unidos, em Nova York especificamente, em São Paulo e no Estado do Pernambuco.
Lá, nós falamos da valorização do professor, mas falamos também da questão do merecimento, da meritocracia, em que o professor passa a ser, passa a ter um bônus anual com base no resultado do aluno.
O importante é que a discussão naquele dia foi toda voltada ao aluno, teve um foco total na melhoria do ensino de aprendizagem de cada criança que hoje está presente na escola goiana. Uma coisa interessante lá é que havia várias posições divergentes, as posições lá não eram unânimes. Havia um sindicato que defendia uma posição; o próprio setor produtivo, que falou sobre educação, também defendia outra posição; a Secretaria defendeu uma posição. Mas uma coisa existia de unânime naquele seminário, a insatisfação de todos nós, a nossa vontade de mudar o sistema educacional, não só o goiano, mas o sistema educacional de todo o nosso País.
Lá, ficou muito claro que nós temos que, urgentemente, passar por um processo de transformação. Nós temos que transformar a educação que nós temos na educação que nós precisamos. E, mesmo com especialistas de todos os lugares do mundo, uma palestra chamou muita atenção, que foi a de um diretor de escola, o Diretor Marcelo, o Professor Marcelo, de uma escola lá da Vila Mutirão, que deu um depoimento muito interessante, que chamou a atenção e que muito do que estava sendo discutido ali, vários temas propostos, vários pontos que foram discutidos ali, ele já executava na sua escola.
Isso mostra que nós estamos buscando propostas que têm condições de serem realizadas, que são ousadas, sim, que são difíceis, sim. Mas, se o Estado, se a Prefeitura, se o Poder Público tiver disposição para colaborar, nós temos condições de promover uma grande revolução na educação goiana, para que o nosso Estado possa ser referência em educação, não simplesmente discutindo infra-estrutura ou discutindo o docente, mas discutindo, antes de tudo, o aluno, e com foco na aprendizagem de cada aluno goiano.
Muito obrigado, Presidente.