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Desde que chegou ao Palácio das Esmeraldas, a atual gestão tem feito muitas promessas, muitos discursos, muitos pronunciamentos, muitos anúncios. Mas o problema é justamente este: tudo não passa de promessas, discursos, pronunciamentos e anúncios. De concreto, pouco foi feito até agora. Dentre vários motivos, os principais são incompetência administrativa e falta de liderança. A situação torna-se ainda mais grave se levarmos em conta que dezenas de obras foram iniciadas pelo falido Tempo Novo (Tempo Perdido ou Tempo Lento, pra sermos mais atuais) e até agora estão inconclusas. Os resultados: desperdício de dinheiro público e os goianos frustrados, sempre ansiosos de que o governo do Estado perca menos tempo, deixe a morosidade de lado e trabalhe pra valer. Se uma das atribuições da oposição é fiscalizar esta gestão, que façamos isto. Aqui neste espaço vocês, internautas, encontrarão fotos de obras inacabadas e de prédios públicos em situação deplorável que estão sob responsabilidade do governo estadual. Que sirvam de inspiração para nos mobilizarmos e cobramos mais pulso desta gestão. Definitivamente, esperamos que o Estado conclua estas obras e faça as devidas reformas para que assim possamos deletar todas estas fotos que estão aqui e escrever, em letras garrafais “Site em manutenção”. O que não dá é um governo viver em manutenção. Os goianos não merecem isso. Será que a menos de dois anos do fim desta gestão o governo topará mudar este quadro? É preciso atitude. Mas até este dia chegar (ou este governo passar...), vamos manter este espaço sempre atualizado e também os incentivamos a contribuir conosco. Se no seu município há algo semelhante, fotografe que publicaremos aqui. Basta enviar para o e-mail thiagopeixoto@assembleia.go.gov.br.
A foto acima foi enviada via Twitter por Deiwyd Soares (@deiwyd). Trata-se da GO-447 em condições precárias. Localizada no Nordeste goiano, a rodovia liga Divinópolis de Goiás a Campos Belos. A GO-447 ainda não é asfaltada e, como podemos ver, a precariedade da estrada coloca em risco a segurança dos que por ela trafegam. A foto acima é das obras do Centro de Excelência do Esporte. Essa obra já estava presente aqui em nossa galeria há um ano. No entanto, de lá pra cá muito pouco foi feito para que o local fosse entregue à população. (Foto: Nivaldo Justino) A obra teve início em 1999, no primeiro ano do governo Marconi Perillo (PSDB), e até hoje não foi concluída. Na época, foi propagandeado que este seria um marco do esporte goiano. No entanto, ainda estamos na estaca zero. Pra piorar a situação, o amontoado de terra é onde era o Estádio Olímpico, que foi demolido para hoje se tornar o "Buracão Olímpico". (Foto: Nivaldo Justino) Essa foto nos foi enviada pelo internauta Ronaldo Couto Santos. De acordo com ele, a estrada acima, que liga o município de Itauçu a Ordália (distrito de Itauçu), começou a ser construída em 2004 e até hoje não foi concluída. Ronaldo nos informou também que não há sequer previsão para o término da obra – mais uma sem conclusão em Goiás -, que seria importante para a região que é produtora de grãos, frutas e gado.
O ex-governador Marconi Perillo resolveu criar um novo centro cultural e encomendou um projeto no valor de R$ 12 milhões. Passou o tempo e esta cifra saltou para R$ 25 milhões, chegou a R$ 38 milhões e já passou dos R$ 65 milhões. A previsão para inauguração era de dois anos. O interessante é que o CCON já foi "inaugurado". Mas mesmo depois de tanto dinheiro empregado, até agora não funciona pra valer. E o atual governador, até agora, também não se mostrou preocupado em concluí-lo. Não custa lembrar que o CCON foi construído a toque de caixa. Tudo pra servir de palanque para o ex-governador tucano. Por isso que está do jeito que está. Em entrevista ao jornal O Popular, em fevereiro último, o sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer (que até hoje não recebeu seus devidos honorários) disse que a obra foi "mal executada" e feita "com pressa de inaugurar". O futuro Centro de Excelência do Esporte (antigo Estádio Olímpico), na Avenida Paranaíba, nada mais é do que um amontoado de terra. São mais de sete anos (repetindo: SETE ANOS) de enrolação. Nem precisaríamos dizer dos transtornos que uma obra como esta tem gerado à população, principalmente aos moradores da região. Como tudo neste governo se resume a promessas, olhem só o que foi anunciado quando a obra teve início: quatro quadras poliesportivas, espaço para mais de 160 atletas, piscina olímpica e de salto ornamental, dentre outros benefícios que, até agora, parecem longe de se concretizar. A obra conta com recursos do governo federal, mas também depende de verba do governo do Estado. Até que poderiam alegar falta de dinheiro da União, mas mesmo assim, estaria comprovada falta de planejamento por parte do governo goiano e, claro, incompetência pra articular em Brasília. O governo ainda divulgou, em matérias recentes sobre o assunto, que é "prioridade" a conclusão do Centro de Excelência. Prioridade? Até dezembro de 2010? Difícil acreditar... A Universidade estadual de Goiás (UEG) de Trindade passa por uma profunda crise financeira e falta de estrutura física. A unidade não conta com laboratório nem biblioteca. O que podemos observar na foto acima é apenas um prédio inacabado, que só se termina nas promessas. “A Universidade Estadual parece não ser responsabilidade do Estado”, reclama a presidente do Diretório Acadêmico de lá, Lídia Keila no site do Centro de Mídia Independente. Os alunos dessa unidade estudam em um colégio municipal que foi emprestado e a secretaria funciona em uma casa em péssimas condições. Além de tudo isso, de acordo com a presidente do DA, a Universidade não tem mandado verba nem para pagar contas básicas como água e luz. Os alunos são atendidos à luz de vela e estudam com papel, lápis e um quadro negro que é emprestado. O prédio inacabado, como é possível observar, abriga aranhas e o mato toma conta. Quase R$ 1,5 milhão do nosso dinheiro foi investido em um prédio pra ninguém estudar. E pensar que o governo do Estado quer reduzir o repasse que é feito à UEG (de 2% para 0,25%)... Esta foto é de uma unidade da UEG em Aparecida de Goiânia, totalmente abandonada. Mais uma foto da unidade da UEG em Aparecida. Apresentei proposta em plenário que mantém o percentual do repasse em 2%. Claro que a maioria governista não vai acatar... Eles não entendem que o debate sobre a UEG não pode ser pautado por questões financeiras. É o conhecimento, o desenvolvimento e a tecnologia que estão em jogo. Em 6 de março de 2008, mais uma vez o ex-secretário de Saúde Cairo de Freitas deu entrevista coletiva anunciando a reforma geral da Maternidade Dona Iris, na Vila Redenção, em Goiânia. Afirmou que entre dez meses e um ano a reforma seria concluída. A maternidade continua fechada até hoje, sobrecarregando o atendimento nas outras unidades de Saúde, inclusive nos postos da rede municipal. Também é preciso ressaltar que este governo, ao invés de construir hospitais, os fecha. Já não há mais como contar quantos Planos de Recuperação de Estradas foram lançados por estes dois últimos governos. Um deles, anunciado em maio de 2008, previa a restauração de mais de 1,5 mil quilômetros de rodovias estaduais. Muito pouco foi feito. Vide a situação das estradas do Sudoeste Goiano e de outras GOs, como 040, 060, 070, 118, 210 e 530, dentre tantas outras. O período de chuvas está perto do fim. Será que este governo, enfim, tomará alguma atitude? Agora em março viajei quase 40 municípios. Dia destes fui à tribuna da Assembleia dizer que "os buracos eram tantos que mandaram lembranças para o governador". No dia 28 de julho de 2006 o então secretário de Saúde, Cairo de Freias, anunciou que o antigo Hospital Acalanto (próximo ao HDT) seria reformado e ali seriam internados pacientes que precisassem de tratamento de longa duração. Foi divulgado até o número de leitos que esta unidade teria: 80. Até hoje, nada foi feito. A falta de respeito com a população é tamanha que no dia 18 de agosto de 2006, portanto em menos de um mês após o anúncio das reformas (28/07/2006), o Estado garantiu que as obras seriam concluídas em 60 dias. Chegou a anunciar que investiria R$ 950 mil. Se somarmos os salários dos secretários extraordinários do governo (que função eles têm?) durante um ano, chegaremos a este valor... Não são poucos os goianos que enfrentam problemas para conseguir, gratuitamente, remédios de alto custo na Central de Medicamentos Juarez Barbosa. O governo do Estado havia prometido descentralizar esta distribuição e criar centros regionais para a entrega destes medicamentos. Promessas e promessas... Também foi divulgado que a central Juarez Barbosa daria lugar a um amplo centro cultural. Como vocês podem ver pelas fotos... Acordo firmado entre o governo de Goiás, do Distrito Federal e o governo federal, em novembro do ano passado, permitiria a abertura do Hospital de Santo Antônio do Descoberto, localizado no entorno de Brasília. No entanto, como mostram as fotos tiradas este mês no local, a construção está longe de ser concluída. O investimento estava estimado em mais de R$ 4 milhões de reais e o hospital serviria para desafogar a demanda no atendimento dos moradores do entorno do Distrito Federal. A previsão inicial de término da obra, como evidencia a placa, era em 2002. Sete anos se passaram e até hoje o hospital não foi inaugurado. Antes de ser entregue, o governo federal cedeu recursos para a ampliação do hospital, que seria finalizada em 2005. O que será que ainda impede a conclusão dessa obra? O fato é que com tantos investimentos anunciados, não é por falta de recursos que o hospital de Santo Antônio do Descoberto ainda não atende a população. O internauta-cidadão Tiana, de São Luis de Montes Belos, distante 135 quilômetros de Goiânia, nos enviou essa foto que evidencia a erosão na GO-444, que liga Moiporá a Ivolândia. Como a foto mostra, a rodovia está intrefegável apesar das promessas insistentes do governo de restauração de todas as rodovias goianas até o final do ano que vem. A foto acima veio de Petrolina de Goiás, cidade distante 77 quilômetros da Capital. Trata-se da obra de uma creche iniciada pelo governo do Estado há alguns anos no município e que agora está abandonada. Certamente deve fazer parte do projeto Creche Criança Cidadã, idealizado pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Ou seja, se fosse finalizada, esta creche teria cobertura de telha plan e possuiria administração, refeitório, área de serviços, depósitos, berçários, salas de atividades, sala de TV e repouso, espaço interno e externo de recreação, parquinho, pátio coberto, banheiros infantis e adultos, cozinha, lavanderia e sala de coordenação pedagógica. Em seu Plano de Governo, lançado em plena campanha de 2006, o governador Alcides Rodrigues afirmou que todos os municípios que ainda não haviam recebido, iriam receber pelo menos uma unidade da Creche Cidadã para atender crianças de até 6 anos. Ou seja, a criança que possuía 4 anos nessa época não será mais beneficiada com a benfeitoria inacabada em Petrolina de Goiás. E se este governo não agir rápido, outros menores – até com menos de 4 anos – também vão ficar de fora... A foto acima é da Cadeia de Jaraguá e nos foi enviada pelo internauta Hudson Fleury por meio do perfil do deputado no Orkut. Segundo ele, essa obra já foi iniciada há vários anos pelo governo do Tempo Novo e até hoje está no estado que constatamos nessas imagens. Nessas duas fotos, é nítido que a obra está sendo tomada pelo matagal e ainda pode servir de abrigo para marginais, no entanto, na função inversa do que seria a de uma Cadeia Pública. É a prova material do descaso e desperdício do dinheiro do povo. A foto acima foi enviada por Valdenir Alves Borges, de Maurilândia. Trata-se de um “canteiro de obras” de casas populares, segudo Valdenir, prometidas pelo governo estadual, que está às moscas há mais de dez meses. Pena que o único canteiro que notamos aqui é o de ervas daninhas em meio ao sonho de muita gente. Todo cidadão tem o direito à moradia. Mesmo assim, o Estado não têm tido o compromisso necessário com a questão e afirma que “não tem tempo nem pra respirar pela quantidade de inaugurações de obras”. Em Maurilândia, pelo que podemos notar nas imagens acima, o governador vai demorar muito pra inaugurar essa obra. No Plano de Governo de Alcides, apresentado em plena campanha eleitoral de 2006, o pepista se comprometeu publicamente e claramente a "asfaltar todas as ruas de terra das cidades goianas". Essa promessa está muito longe de ser cumprida, já que nem em um município tão próximo de Goiânia quanto Bela Vista ela se tornou realidade.
Esse é o banheiro da Escola Estadual Professor Vitor José de Araújo, localizado no Jardim Curitiba 3. A depredação é nítida. Dentro das salas de aula, as paredes descascadas evidenciam a situação precária. Até o armário dos professores sofre com o vandalismo. A decoração caprichada das professoras não consegue disfarçar a falta de acabamento do prédio. Nos fundos do colégio, o calçamento se desfaz com tamanho descaso. Na sala de aula, os alunos se amontoam em meio a carteiras sem encosto. A siuação de descaso se repete no Colégio Estadual Nazir Safatle, localizado no Jardim Curitiba 2. Por lá, as atividades físicas também são feitas em meio a poeira - na seca - ou ao barro - em tempo chuvoso. O bebedouro também se encontra em condições precárias. O forro do teto da escola também está caindo aos pedaços. Se visitarmos todas a rede pública estadual teremos a comprovação do descaso govenrista em relação à Educação. A foto acima, por exemplo, é Colégio Estadual Dom Abel, no Setor Universitário, que mostra infiltração nas paredes. Sem manutenção adequada, a tendência é só piorar.
A quadra do Colégio Dom Abel também está em condição ruim. A cobertura já perdeu algumas placas e, quando chove, a água toma conta do local, o que dificulta a atividade física dos alunos. A situação dos banheiros nesta escola também é lamentável. A falta de manutenção adequada compromete a higiene dos alunos. Como é possível observar, do lado de fora, os corredores de acesso ao pátio também estão em condições precárias. Pra piorar ainda mais a situação, a rede elétrica exposta põe em risco a segurança dos alunos. Faltam, inclusive, armários para armazenar o material didático. Nem a história do Instituto de Educação de Goiás (IEG), localizado no setor Leste Vila Nova, foi capaz de conservá-lo como escola de referência em Goiás. Pela foto, podemos notar a situação de abandono em que o colégio se encontra. A falta de infra-estrutura compromete o aprendizado dos alunos e põe em risco a segurança de todos que nele estão. A situação da Escola Estadual Menino Jesus, localizada no Jardim Bela Vista, é outra que merece destaque por aqui. As infiltrações nas paredes tomam contam da estrutura do colégio e provam que o local necessita urgentemente de uma boa reforma. A quadra da Escola Estadual Menino Jesus também precisa de atenção especial. Por não ser coberta, durante o período de chuvas acumula poças que tornam perigosa a atividade física. O muro do colégio também não oferece a segurança adequada. Mais um colégio estadual, infelizmente, acaba de aumentar nossa coleção de fotos de instituições de ensino sucateadas. Essa é a entrada da Escola Estadual do Setor Sudoeste. É até difícil visualizá-la por conta do matagal que margeia o corredor de acesso às salas de aula. Próximo às classes, em um gramado que poderia servir como pátio para os alunos, uma vala é cada vez mais atingida pela erosão. Risco para os alunos, que, em meio a alguma brincadeira, podem cair e sofrer alguma fratura. A quadra do colégio também merecia manutenção. As possas de água acumuladas em época de chuva comprometem a segurança dos alunos. Dentro das salas, a situação só piora com as janelas quebradas. No detalhe, podemos ver o vidro cortante que põe em perigo alunos e professores que tentam abrir ou fechar as janelas. Aqui, vemos a improvisação dos funcionários da escola, que cobriram as janelas quebradas com plástico preto. A infiltração no teto também consome a estrutura da escola. A situação dos banheiros também é calamitosa. Pra piorar a situação, o buraco do ralo do banheiro fica exposto no local. Pela situação das paredes da escola, como é possível notar nesta foto, se nada for feito o local virá abaixo em pouco tempo. As janelas também estão quebradas. As infiltrações nas paredes consomem a estrutura do prédio. Outro colégio em situação precária é a Escola Nossa Senhora de Lourdes, no Jardim Curitiba. Como podemos perceber na foto acima, o número de carteiras quebradas é tão grande que elas ficam amontoadas do lado de fora das salas. No local, os alunos têm aula de Educação Física em um campinho de terra improvisado, cercado por grama alta. Em um outro canto da escola, mais carteiras quebradas. A situação da rede elétrica também coloca em risco a segurança dos alunos. A cerâmica encardida dá um aspecto de sujo e de falta de higiene ao colégio. Falta até calçada para o conforto dos alunos nas imediações do local. |
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