Postado em 2010-12-01 12:25:53 por . comentários

1º de dezembro: Dia Mundial de Combate a Aids. A data foi instituída no final dos anos 80 com o intuito de chamar a atenção para uma doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde, apresenta 7.500 novos casos por dia em todo o mundo.

Mais de 30 milhões de pessoas convivem atualmente com o vírus HIV e para não fazer parte desta triste estatística, não tem outro jeito: tem que se previnir. Hoje e sempre! Confira, a seguir, matéria sobre uma interessante campanha encabeçada por artistas tuiteiros com intuito de arrecadar fundos para combater a Aids na África.

  • Lady Gaga e outras celebridades saem do Twitter
  • Lady Gaga, Justin Timberlake e Usher são alguns dos nomes que se uniram a campanha Digital Life Sacrifice (sacrifício da vida digital em tradução livre).
  • A iniciativa foi tomada pela cantora Alicia Keys em nome da sua fundação Keep A Child Alive, e propõe uma "greve" dos artistas nas suas redes socias, como Twitter e Facebook, no próximo dia 1 de dezembro que é o dia mundial de combate a Aids. A ideia é que eles voltem a usar as plataformas após a campanha arrecadar pelo menos 1 milhão de dólares.
  • "É muito importante e super legal usar esses meios que a gente já usa naturalmente" disse Alicia Keys em entrevista.
  • Para a campanha que já conta com outros nomes como os da cantora/atriz  Jennifer Hudson, o apresentador do American Idol Ryan Seacrest, Janelle Monae e também o próprio marido de Alicia, o produtor Swizz Beats, foram feitos vídeos intitulados de "último tweet e testamento", que mostram as celebridades em caixões numa representação de suas "mortes digitais".
  • "É importante chocar as pessoas ao ponto de fazê-las acordar. Não é que elas não se importem ou não queiram ajudar, é que elas nunca pensaram nisso dessa maneira" declarou Alicia.
  • Na opinião da cantora essa campanha colocará a doença em perspectiva. O valor angariado será usado para apoiar famílias afetadas pelo HIV ou Aids no continente africano e também na Índia.

    Fonte: www.vagalume.com.br

Postado em 2010-11-29 17:20:42 por . comentários

Parece brincadeira, mas uma considerável fatia do eleitorado brasileiro foi às urnas no segundo turno das eleições deste ano sem se recordar em quem votou no primeiro turno. Pesquisa realizada pelo Supremo Tribunal Federal, entre os dias 3 e 7 de novembro, mostra que 23% dos eleitores já não se lembram em quem votaram para deputado estadual no dia três de outubro.

Confira, a seguir, matéria publicada hoje no Folha.com sobre o assunto.

  • Pesquisa indica que parte dos eleitores já não lembra em que votou nas eleições
  • Uma pesquisa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revela que boa parte dos eleitores brasileiros já não se lembra mais em quem votou nas eleições deste ano.
  • Segundo o tribunal, o esquecimento é maior em relação aos cargos de deputado estadual, no qual 23% dos eleitores entrevistados não lembraram o candidato escolhido na hora do voto.
  • Em segundo lugar, com maior grau de esquecimento, foram os votos dados para deputado federal, onde 21,7% afirmaram que não se lembram em quem votou. No caso de senador, o esquecimento ficou em torno de 20,6% dos entrevistados.
  • A pesquisa foi realizada com 2.000 pessoas de 136 municípios, em 24 Estados. O levantamento ocorreu entre os dias 3 e 7 de novembro e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
  • Meios de comunicação
  • A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual o principal meio de comunicação utilizado para se informar sobre política e eleições. O resultado mostrou que 56,6% se informam principalmente pela televisão e 18,4% por meio de conversa com amigos e parentes. A internet apareceu em terceiro lugar, com 9,9%, à frente do jornal impresso, do rádio e de revistas.
  • Questionados especificamente sobre a fonte de informação utilizada para se decidir quanto ao segundo turno, a maioria --44,2%-- afirmou que já estava decidido pessoalmente. Outros 18,8% afirmaram que debates entre os candidatos na televisão e no rádio contribuíram para a decisão. Em terceiro lugar apareceram os programas de candidatos na TV, com 15,5%.

Postado em 2010-11-25 18:24:07 por . comentários

Para muitos o bullying (agressões físicas e morais exercida por um indivíduo ou grupos contra uma pessoa) é apenas uma brincadeirinha de mau gosto entre crianças ou jovens. Mas na verdade, trata-se de uma prática maldosa que precisa ser banida de nossa sociedade.

Durante esta semana, o Jornal da Record está abordando uma série de matérias especiais sobre o assunto. A reportagem mostra como pais e filhos devem lidar com o bullying.

Relatos de jovens e adultos que sofreram com as agressões são comoventes e comprova, mais uma vez, que a prática deve ser combatida nas escolas de todo o país.  A série vai até sexta-feira, dia 26.

Assista a seguir a primeira e a segunda reportagem sobre o assunto:

Postado em 2010-11-22 18:41:07 por . comentários

Se num passado não muito distante eram os professores que batiam nos alunos em sala de aula com a palmatória - exemplo do que nunca deve ser feito -, hoje são os alunos que se rebelaram e levaram a violência para dentro das escolas.

Infelizmente, são cada vez mais comuns relatos de professores que são agredidos por alunos pelos mais diversos motivos. O último caso desse tipo que se tem notícia ocorreu em uma escola estadual em Jacarezinho, no Paraná. A agressora: uma estudante de 17 anos.

O caso ganhou destaque no Jornal Hoje, da rede Globo, no último sábado. No entanto, precisamos urgentemente encontrar formas eficazes de resolver esse problema que tem atingido as escolas brasileiras.

Clique aqui e veja as cenas de agressão no Paraná

Postado em 2010-11-20 12:43:29 por . comentários

Cronista de O Popular, Maria José Silveira – por acaso, minha tia – utilizou seu espaço no jornal no último sábado para divulgar seu quinto romance: “Com Esse Ódio e Esse Amor. Na internet, ela também tem utilizado o Youtube como ferramenta de marketing, que você pode conferir no final desta página.

Como bom sobrinho que sou, aqui no blog, é claro que não poderia deixar de ajudar na divulgação. Com a palavra, Maria José Silveira:

  • Um romance começa a viver
  • MARIA JOSÉ SILVEIRA
  • Com Esse Ódio e Esse Amor, meu quinto romance, chega às livrarias esta semana, pela Editora Global.
  • Nele, conto duas histórias entrelaçadas: a de uma jovem engenheira brasileira que está na Colômbia participando da construção de uma ponte e é sequestrada pela guerrilha das Farc. A outra é a de um filme que um cineasta colombiano está fazendo sobre Tupac Amaru, o mítico líder peruano da primeira grande rebelião pela independência da América Espanhola. O fio que entrelaça as duas histórias é um amor que não deveria existir, mas existe.
  • A Colômbia, eu não conheço. O que conto sobre o país e essa guerrilha que dura mais de 40 anos veio de pesquisas e conversas com amigos colombianos. Já o Peru, conheço relativamente bem. Morei em Lima quatro anos, lá tive um filho e publiquei meu primeiro livro (um ensaio de antropologia sobre uma comunidade camponesa dos Andes peruanos). Qualquer dia volto para plantar uma árvore.
  • E, agora, o romance já nas livrarias, o momento é todo seu, leitor/ leitora.
  • Outro dia, ouvi um escritor dizendo que o livro, quando publicado, começa a morrer. Fiquei espantada com o equívoco, pois tenho certeza de que é justamente o contrário: publicar é dar ao livro a chance de encontrar o leitor para que, aí sim, ele comece a viver. Só quando a imaginação do leitor encontra a imaginação do escritor o livro respira. É nesse encontro que o romance verdadeiramente acontece. Sem isso, ele é apenas um conjunto de folhas de papel com manchas pretas.
  • Só que para o leitor se interessar por um romance é preciso, primeiro, que saiba que o romance existe. Esse é um dos grandes dramas em que nós, escritores, nos vemos mergulhados: a divulgação de nosso livro. Não somos publicitários, nem marqueteiros, nem vendedores, nem showoman ou showman. Nosso trabalho não é esse. Mas não há escapatória. Nunca houve. Se você quer que sua música toque, vai ser obrigada a dançar.
  • E, nesse sentido, até que uma coisa boa aconteceu com esse meu novo romance. A editora fez um "booktrailer", um filmete de cerca de um minuto para divulgá-lo na internet. É uma nova maneira, ainda rara entre nós, de usar as redes sociais, embora já venha sendo muito usada em outros países. Se até agora, por seu preço, qualquer iniciativa publicitária era proibitiva para um livro, com essas novas tecnologias começam a surgir maneiras viáveis e modernas para isso.
  • Vai resolver o alcance da literatura no Brasil? Claro que não. Enquanto não tivermos no País uma educação de qualidade e a criação de sistemas de bibliotecas em todas as cidades, tudo isso é paliativo. Mas, se as grandes soluções não chegam, cabe ao escritor descruzar os braços e deixar de fingir que seu livro não precisa de leitores.
  • Sou a primeira a dizer que preciso.
  • Assim, todos estão convidados para ver o booktrailer do meu romance.
  • Publicada em O Popular no dia 13/11/2010

Postado em 2010-11-18 13:07:26 por . comentários

Hoje dou destaque especial aqui no blog para Andres Oppenheimer. Para quem não o conhece, eu o apresento: atualmente, é o mais respeitado colunista de assuntos latino-americanos da imprensa norte-americana. Escreve para o Miami Herald e outros 60 jornais espalhados pelo mundo.

De origem argentina, Andrés é autor de diversos livros, entre eles “Los Estados Desunidos de Latinoamérica” e “Contos do Vigário”, abaixo, separei para vocês verem o último artigo dele publicado no Estadão. Boa leitura!

  •  O exemplo sul-coreano
  • Andres Oppenheimer
  •  
  • TRADUÇÃO: (CELSO M. PACIORNIK)
  •  
  • Os líderes de Brasil, México e Argentina deveriam ter observado por que a Coreia do Sul é hoje uma potência
  •  
  • Quando os presidentes de Brasil, México e Argentina participaram da reunião das maiores economias mundiais no G-20 em Seul, na semana passada, eles deveriam ter reservado algum tempo para dar uma espiada no país sede do encontro. Poderiam ter aprendido por que a Coreia do Sul se saiu melhor que seus países.
  • Há apenas cinco décadas, a Coreia do Sul tinha uma renda per capita anual de US$ 900, uma pequena fração da renda per capita anual da Argentina, US$ 5 mil, do México, US$ 2 mil, e do Brasil, US$ 1,2 mil. Hoje, a Coreia doSul tem uma renda per capita anual de US$ 28 mil, mais de duas vezes os US$ 13,4 mil da Argentina, os US$ 13,2 mil do México e os US$ 10,1 mil do Brasil. 
  • O que a Coreia do Sul faz tão melhor que os países latino-americanos? Há diversas explicações, incluindo o fato de que o país asiático não mudou constantemente suas políticas econômicas, aferrou-se a uma estratégia de desenvolvimento movido pelas exportações, e há muito pratica uma espécie de capitalismo gerido pelo Estado ao qual alguns economistas creditam o surgimento de suas multinacionais gigantes, como Hyundai, Daewoo e Samsung. Virtualmente, todos concordam que uma das principais razões por trás do sucesso foi sua obsessão com educação. 
  • A Coreia do Sul decolou nos anos 60, quando EUA e Europa reduziram drasticamente sua ajuda econômica ao país, e a economia sul-coreana despencou. A Coreia do Sul decidiu que precisava de uma força de trabalho bem formada para aumentar a receita das exportações. 
  • Assim, investimentos pesados foram feitos em educação, ciência, tecnologia e inovação. Não se tratou apenas de gastos do governo: o governo sul-coreano gasta menos que México, Brasil, Argentina em educação. 
  • A Coreia do Sul desenvolveu uma meritocracia educacional com padrões de excelência ultra rigorosos. Apenas um exemplo: o ano escolar na Coreia do Sul tem 220 dias. Por comparação, os anos escolares oficiais do México e do Brasil têm 200 dias, e o da Argentina, 180 dias. 
  • Os dias escolares na Coreia do Sul também são muito mais longos que nos países latino-americanos. Os jovens sul-coreanos com frequência estudam 12 ou 13 horas por dia. 
  • Segundo vários estudos, as famílias de classe média sul-coreanas gastam cerca de 30% de sua renda com professores particulares para seus filhos. Chung-in Moon, um professor da Universidade Yonsei e ex-diplomata sul-coreano que conheci em uma conferência no ano passado, me contou que na Coreia "os pais não pensam duas vezes antes de gastar todo seu dinheiro na educação dos filhos. As pessoas vendem suas vacas, suas casas, o que tiverem para enviar os filhos à universidade". 
  • Para se tornar professor secundário na Coreia do Sul, os alunos precisam estar nos 5% superiores em suas classes de graduação colegial. Por comparação, milhares de professores no México ainda obtêm seus empregos comprandoseus postos pelo equivalente a US$ 10 mil, independentemente de suas credenciais acadêmicas. Não é de surpreender que a Coreia do Sul tenha se tornado um dos países com melhor desempenho em testes internacionais de matemática e ciências, e um dos mais prolíficos inventores de novos produtos. Enquanto a Coreia registrou cerca de 9.600 patentes em 2009, o Brasil registrou 150, o México 80, e a Argentina 40. 
  • Minha opinião: há aspectos negativos na obsessão sul-coreana com educação, entre os quais as taxas relativamente altas de suicídio de adolescentes, mas a impressionante ascensão da Coreia do Sul da condição de país assolado pela pobreza sugere que os sul-coreanos estão fazendo algumas coisas certas. 
  • Os presidentes de México, Brasil e Argentina teriam feito bem em fazer algumas perguntas e levar algumas lições para casa.
  •  
  • É colunista e ganhador do prêmio Pulitzer. 
  • Publicado no Estadão em 17/11/2010.

Postado em 2010-11-16 14:50:10 por . comentários

Hoje aqui no blog, deixo o exemplo de uma garota de 14 anos que troca a televisão e, às vezes, até a internet por um bom livro. Um verdadeiro exemplo. Confira:

  • Fonte: Portal Terra
  • Enquanto boa parte dos seus amigos gasta o dia moldando o sofá na sala de TV ou aquecendo a cadeira em frente ao computador, Marina Timm, 14 anos, devora páginas e páginas da literatura. São 23.194 delas apenas neste ano.
  • O feito rendeu à estudante o primeiro lugar no ranking do site Livros Só Mudam Pessoas. "É uma iniciativa que ajuda as pessoas a lerem mais", explica o organizador, Sérgio Pavarini. Mensalmente os participantes informam o que leram no mês e se divulga o ranking no blog.
  • A devoradora de livros participa da iniciativa desde o ano passado, quando viu a sua mãe na lista. "A família inteira participa, mas esse ano disparei na frente de todos", ri. O gosto da leitura vem de pequena, quando assistia à mãe e a avó abrirem obras na sua frente.
  • Marina não está em primeiro lugar pela sua quantidade de livros - 55 até outubro - e sim, pelo número de páginas (muito mais que o seu competidor mais próximo, com 16.056). É que a paixão da estudante são os romances históricos, especialmente os medievais e os de mistério. O livro que não sai das mãos da estudante da 8ª série agora é Ossos Inquietos, de Hugh de Singleton, sobre um assassinato na Idade Média, com 256 páginas. E o seu preferido é a coleção Percy Jackson do autor Rick Riordan, relacionado à mitologia grega. "Já li até o quarto da série", diz quem se prepara para pegar o quinto da estante.
  • E o computador e a televisão? A garota de 14 anos afirma que costuma aproveitar a internet de tarde para ler à noite, mas já deixou a web de lado algumas vezes por causa de um enredo muito bom. Sobre a TV, Marina diz que não costuma incluí-la em sua rotina.
  • Os livros aproximam a menina das aulas, "porque gosto de romances históricos", explica. Assim, ela consegue relacionar o enredo a conteúdos vistos em sala de aula. "Mas normalmente leio apenas por curiosidade pessoal". Adolescentes têm muito que aprender com Marina.

Postado em 2010-11-11 19:22:55 por . comentários

 

Criar uma nova geração com a mentalidade voltada para a preservação do meio ambiente pode ser a chave para a resolução dos problemas ambientais vividos pela população mundial neste século. Essa não é uma tarefa fácil, mas é algo que tem que ser discutido pela sociedade e principalmente pelas instituições de ensino.

Em entrevista a revista Escola, a professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Sueli Furlan afirmou que a Educação ambiental nas escolas é essencial para mostrar aos alunos a importância de ser um cidadão consciente.

No bate papo, ela explica como os professores podem assumir o compromisso de transformar a sala de aula em um lugar cheio de exemplos de sustentabilidade.

Confiram na integra:

Que novas questões surgiram sobre o tema transversal meio ambiente desde a publicação dos PCNs?Sueli Furlan  As questões ambientais ganharam uma nova roupagem nesta década. Em 1997, quando foram publicados, os PCNs levaram os professores a pensar nos conteúdos de meio ambiente de modo a construir uma postura cidadã. Anos depois, o debate sobre meio ambiente ganhou outro volume, tanto do ponto de vista temático - passando a incluir questões como o aquecimento global em escala planetária. Após os PCNs, foram criadas leis voltadas para a temática ambiental, como a que estabelece o Sistema Nacional de Áreas Protegidas.

 

Na sua avaliação, atualmente o tema meio ambiente está mais presente nas escolas?Sueli Furlan A questão ambiental surgiu na sociedade, e não na escola, e foi escolarizada depois. Contudo, não podemos afirmar que o tema esteja suficientemente enraizado na escola, temos ainda muita coisa pra fazer.

 

Há uma grande diferença entre falar sobre o tema e fazer Educação Ambiental. Em geral, a mídia e os professores já falam bastante sobre questões ambientais, mas precisam avançar em direção à Educação Ambiental, que envolve mudança de valores e atitudes dos adultos e ensino desses novos valores e atitudes para as crianças na escola.

Como é possível fazer isso em sala de aula?Sueli Furlan  Para avançar em direção à Educação Ambiental é importante definir o âmbito de atuação dos professores e saber com clareza até onde, de fato, a escola pode agir. Tomando como exemplo a questão do lixo - tema muito presente nas escolas - é comum ver projetos que acabam frustrando os alunos por mostrarem a eles uma realidade em que não conseguem interferir. Como  aprender como o cidadão deve agir, caso não haja políticas públicas efetivas voltadas para a resolução de questões ambientais.

 

Qual é o papel do gestor escolar nesses projetos?Sueli Furlan  Hoje, seria muito interessante que os gestores escolares assumissem o compromisso de transformar a escola em exemplo de sustentabilidade, com uso responsável de recursos, no consumo de energias, na manutenção dos equipamentos, na utilização dos materiais, com a qualidade de vida e do ambiente na escola.

 

Que iniciativas simples poderiam tornar a escola mais responsável do ponto de vista ambiental?Sueli Furlan  A escola muitas vezes trabalha com questões macro para discutir grandes problemas ambientais, e não consegue ir além do que a mídia já faz: informar sobre o problema. É necessário, então, pensar em pequenas atitudes concretas. Um exemplo está na quantidade de mobiliário quebrado que a gente vê nas escolas e ninguém toma uma providência. As pessoas até fazem projetos e identificam isso como um problema, mas não percebem que resolvê-lo é muito importante.

 

Postado em 2010-11-10 17:35:45 por . comentários

A CPMF está de volta ao noticiário brasileiro. Extinto no final de 2007, o “imposto do cheque” pode vir a ser recriado por iniciativa do Congresso Nacional. Confira, a seguir, artigo de Thiago Peixoto - em parceria com o presidente da Acieg, Pedro Bittar – publicado em agosto de 2007 no jornal O Popular, tratando sobre o assunto. No texto, Thiago e Pedro defendem o fim da contribuição.

  • Nunca pagamos tantos impostos
  • Quebramos mais um recorde: nunca pagamos tantos impostos como agora. Ambicionamos recordes positivos, como o de grandes investimentos em infra-estrutura. Desejamos que os índices de crescimento ultrapassem as projeções mais otimistas e que as metas de qualidade educacionais sejam atingidas o quanto antes. Porém, o único recorde que quebramos, cada vez com mais facilidade, é o dos números que comprovam a alta carga tributária no País.
  • O ano de 2006 conseguiu superar todas as expectativas. O peso dos impostos correspondeu a 34,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2007, a única certeza que temos é de que este porcentual será maior: a arrecadação de tributos nos sete primeiros meses deste ano está bem acima dos valores registrados neste mesmo período no ano passado.
  • Chamam atenção as justificativas do governo federal para explicar este aumento da carga tributária. Para a União, o crescimento econômico seria o primeiro culpado. Tese que não faz o menor sentido, uma vez que o aumento não foi somente no valor arrecadado, mas também no porcentual da carga tributária perante o PIB. Outra justificativa baseia-se na competência da Receita Federal em arrecadar. Tanta eficiência nesta área bem que poderia ser compartilhada com outros setores do governo.
  • Sabemos que o Estado brasileiro fica com mais de 1/3 de tudo aquilo que se produz no País. O pior é que querem mais, muito mais. O que não sabemos é até quando a sociedade brasileira vai suportar um poder público que exerce o seu papel arrecadador a ferro e fogo, mas é extremamente incompetente na hora de devolver os tributos arrecadados em forma de serviços para a sociedade. Estamos à beira de uma revolta tributária.
  • O aumento expressivo de impostos respalda a luta de vários setores da sociedade brasileira: a receita cresce tanto que o governo federal pode e deve abrir mão da CPMF. O problema da União não é de receita, é de despesa. E se está claro que o governo deve cortar gastos para reduzir tributos, não há argumento plausível que nos convença a aceitar a continuidade da CPMF.
  • A CPMF nasceu com o compromisso de ser um tributo provisório, embora a cada ano ganhe sobrevida para continuar em busca da eternidade. Ironicamente chamada de “contribuição”, ele consegue duas interessantes e opostas unanimidades: independentemente de ideologias ou partidos políticos, todos os governos que conviveram com este injusto tributo não vivem mais sem ele.
  • Por outro lado, diversos setores da sociedade mobilizam-se e pedem, de forma urgente, o fim deste penoso tributo, que atinge em forma de cascata todas as movimentações bancárias. Atinge o cúmulo do absurdo quando tributa até os pagamentos de outros tributos.
  • A CPMF foi criada em 1996 para evitar o colapso da Saúde no Brasil. Se olhássemos a criação da CPMF como um acordo entre o Palácio do Planalto e a população brasileira, seria algo assim: a União, ao reconhecer de público que a Saúde estava um caos e que não havia como garantir um serviço de qualidade -– o que é sua obrigação –, resolve, com o respaldo do Congresso, que o contribuinte irá ajudá-la.
  • Não há alternativa para este contribuinte. Quem apostava que se salvaria por não ter conta bancária também se enganou. Ela onera a cadeia produtiva. Afeta até os preços dos produtos vendidos em um simples supermercado, por exemplo. A CPMF castiga membros de todas as classes sociais e não levam em conta fatores como valor da renda familiar mensal. Ela é dura com todos, sejam eles ricos ou pobres.
  • O próprio ministro da Saúde à época da criação desta “contribuição”, Adib Jatene, declarou, em 1997, que a CPMF “ajudou muito mais o governo no equilíbrio de suas contas do que a saúde dos brasileiros”. Pena que tal constatação tenha vindo meses depois que a contribuição fora criada. Pena que não tenha servido para evitar que fosse prorrogada.
  • Exigir que o governo acabe com a CPMF é nosso dever. Em diversos Estados têm ocorrido mobilizações neste sentido. Todo cidadão tem legitimidade pra participar desta luta, que passa pela conscientização das bancadas de parlamentares no Congresso Nacional. Em 1996, dos 17 deputados federais de Goiás, apenas 3 votaram contra a instituição da CPMF. Agora, os goianos esperam unanimidade dos seus representantes a respeito da extinção deste tributo.
  • Mas a CPMF não é o único tributo brasileiro que deve ser revisto. Somos vítimas de um sistema que estrangula o País. Faz-se urgente uma reforma tributária que reestruture todo o atual sistema, que respeite as diferenças regionais e mantenha os incentivos fiscais. É a chance do Estado arrecadador ser visto sob outro prisma: não estaria mais preocupado em arrecadar mais e mais, mas demonstraria coerência e modernidade ao arrecadar melhor.

    Thiago Peixoto é economista e deputado estadual pelo PMDB

    Pedro Bittar é empresário e presidente da Acieg

    Artigo publicado no Jornal O popular, em 27/08/2007

Clique aqui e conheça o histórico da CPMF, da origem ao fim.

Postado em 2010-11-08 19:09:14 por . comentários

Dentro de exatos 133 dias entra em vigor em Goiás a Lei 17.151, que visa combater o bullying em ambiente escolar. Como bem disse a advogada Karine Vitoy, em artigo publicado na última sexta-feira (5) em O Popular, a legislação estadual representa um “avanço do ponto de vista histórico e regulatório, posto que reconhece a existência do problema”. Confira, a seguir, o texto na íntegra.

  • Bullying e responsabilidade social
  • No sentido de formar uma sociedade harmônica e fortalecer conceitos de civilidade e convivência social, faz-se imprescindível, cada vez mais, que a educação de base se desenvolva com fundamentos morais sólidos, onde devem imperar os conceitos de família, coletividade, socialização, compreensão, amizade, respeito, afeto e consideração.
  • Na contramão do que se espera propagar com a educação familiar e acadêmica, atualmente nas escolas, no ambiente de trabalho e nos meios de comunicação em massa vem se fomentando um fenômeno social denominado bullying - expressão que designa ato cruel e agressivo, praticado por pessoa que se utiliza de sua superioridade física ou moral para intimidar, humilhar, excluir, coagir, dominar, assediar e persuadir alguém supostamente mais fraco ou incapaz de se defender. O comportamento agressivo ocorre em um relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
  • Com a publicação da Lei 17.151, em 21 de setembro deste ano, Goiás avança na discussão e enfrentamento do problema, visando a medidas preventivas e de combate ao bullying nas escolas. Contudo, é necessário também conscientizar as pessoas dos efeitos jurídicos que tal prática pode ocasionar, obrigando os praticantes dos atos tidos por violentos à reparação pecuniária dos danos ocasionados.
  • Apesar de tímida, nossa legislação estadual representa um avanço do ponto de vista histórico e regulatório, posto que reconhece a existência do problema e busca traçar objetivos para conscientizar, prevenir, orientar e combater o bullying. Interessante frisar também que a legislação chama a responsabilidade da família na construção da cultura de paz dentro das escolas, procurando integrar toda a sociedade para atingir a meta.
  • A lei estadual entra em vigor 180 dias após sua publicação. Esse intervalo em que se dá a publicação da lei e a data em que ela entra em vigor é chamado vacatio legis. Nesse período, ainda não haverá exigência de que sejam cumpridas as determinações, mas vencido esse prazo as escolas deverão se adequar ao tipo de projeto pedagógico estabelecido pela legislação.
  • Resta imperioso, portanto, não banalizar os acontecimentos, cabendo a toda a sociedade reprimir a prática dessa violência. Forçoso é também que se criem meios de orientar e direcionar as crianças e os adolescentes no intuito de apreenderem noções mínimas de civilidade, o que somente será possível com investimento em uma educação socializadora e de qualidade dentro e fora de casa.

    Karine Aparecida Dias de Oliveira Vitoy é advogada

« Página Anteriores Próxima Página »


Vídeo da Secretaria da Educação do Estado de Goiás em comemoração ao Dia dos Professores
Fácil - Tecnologia e Internet Inédita Propaganda