Postado em 2012-01-20 11:05:32 por . comentários

Com o fim do período de férias, a volta às aulas na rede estadual de ensino traz também os alunos de volta aos estudos. Esse é um momento muito especial, em que o conhecimento é difundido eo aprendizado acontece. E tenho certeza que, neste ano, os estudantes vão avançar muito nesse sentido.

Pensando nisso, deixo abaixo um link para que alunos e professores possam baixar alguns softwares gratuitos que poderão facilitar o processo de ensino e aprendizagem. São dicionários,enciclopédias, programas que propiciam o aprendizado de conteúdos como tabuada ou da tabela periódica, por exemplo. Sem dúvida, uma ótima chance de usar a tecnologia a favor da educação.

Bom estudo e divirta-se!

http://downloads.uol.com.br/windows/educativos/index.jhtm

Postado em 2011-12-21 19:12:34 por . comentários

Para comemorar seus 40 anos, a revista Veja realizou o seminário “O Brasil que Queremos Ser”. Um dos painéis foi Educação e o debate deu origem a sete ideias que, como a própria revista afirmou, “não pretendem ser uma receita final de país, mas o começo de uma discussão racional, suprapartidária e realista a respeito dos entraves que ainda impedem o Brasil de atingir seu potencial pleno de progresso”.

Lendo um pouco mais sobre essas ideias logo abaixo, você, caro leitor, poderá verificar ainda que as mudanças que nós já estamos fazendo em Goiás quando o assunto é Educação, a revista Veja propões para o Brasil para os próximos anos.

Veja:

  • 1 . Choque de meritocracia na educação

    Mérito é premiar com promoção e aumento de salário os professores que formam mais alunos capazes de atingir boa colocação em disputas acadêmicas internacionais. O conceito é desconhecido no Brasil. Aqui quase sempre o professor recebe aumento de salário por tempo de serviço. Na ausência de outros fatores e só com a aplicação de um choque de meritocracia, o desempenho dos alunos brasileiros em matemática ficaria entre os 43 melhores do mundo, ombreando com o de Israel e Itália, e não, como é agora, em 53º lugar, ao lado do Quirguistão.

  • 2 . Convencer os pais de que eles são parte da escola

    Pais educam. Escolas ensinam. Esse provérbio caducou. As pesquisas mostram que, além de um bom professor, nada melhora mais o desempenho escolar do que o envolvimento dos pais no processo educacional. É uma guerra cultural que pode ser vencida com as armas certas: a internet (os pais podem até acompanhar algumas aulas) e os cursos para pais.

  • 3 . Ampliar a rede de ensino técnico superior

    O ensino de geografia, ciências sociais e outras áreas de humanas conta pouco. O fator decisivo para o progresso material está no ensino da matemática, das engenharias e da física aplicada. Apenas 8% dos jovens brasileiros se formam em algum curso superior dessas áreas – contra 18% nos países avançados. A saída é popularizar as faculdades técnicas. Nelas, em dois anos, o jovem obtém um diploma de ensino superior e tem lugar garantido no mercado de trabalho. Foi um sucesso na Coréia do Sul, que, assim, colocou um diploma e um emprego nas mãos de 80% dos jovens.

  • 4.  Fomentar a competição entre as universidades

    Nenhuma universidade brasileira figura entre as 100 melhores do mundo. Não é surpresa. Elas não têm incentivo para isso. As 100 melhores do mundo lutam para sê-lo para obter financiamento. Aqui, com ou sem desempenho, as verbas públicas chegam religiosamente. Melhorar para quê?

  •  5 . Financiar os melhores pesquisadores

    Apenas duas de cada 1 000 patentes registradas no mundo são brasileiras. Falta incentivo. O pesquisador brasileiro que registra patentes ganha, em geral, a mesma verba de quem não registra nenhuma. A tendência mundial é dar mais aos pesquisadores que produzem mais conhecimento original e valioso.

  • 6.  Criar currículos obrigatórios para a educação básica

    Um ponto em comum entre os dez países de maior sucesso educacional, social e material do mundo é a existência de um currículo obrigatório na educação básica. Sem um currículo com metas acadêmicas bem definidas, nenhum país progride. Na maior parte do Brasil, não há esse currículo.

  • 7 . Investir na formação dos professores e de quem forma os professores

    A cadeia do ensino tradicional tem alunos, professores, diretores e pedagogos. Falta uma categoria: a dos profissionais que ensinam os professores como ensinar. Apenas 20% das disciplinas nas faculdades de pedagogia se dedicam às metodologias de ensino, mostra um estudo da revista Nova Escola/Fundação Carlos Chagas.

Postado em 2011-12-01 13:46:51 por . comentários

A superintendente executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, em artigo publicado no Correio Braziliense no dia 24 de novembro, faz uma reflexão interessante sobre a formação do professor. Vale a pena conferir. Leia:

  • Um grito de socorro
  • Aconteceu num seminário sobre formação inicial de professores, frente a um painel reunindo grandes expoentes na área de educação, quando se franqueou a palavra ao público. A primeira manifestação, vinda de uma jovem professora, fazia um apelo aos especialistas para que lhe dessem uma luz, antes que tomasse a decisão iminente de largar o magistério. Em seu relato emocionado, destacava que, mesmo após cinco anos de magistério, ainda se considerava carente de instrumentos metodológicos para realizar um bom trabalho.
  • Este pedido de socorro possivelmente retrata a realidade de grande número de professores que, em sua formação inicial, não adquiriram os instrumentos mínimos para o exercício do magistério. Perdidos num cipoal de teorias, em grande parte estéreis e mal interpretados, os cursos de formação de professores acabam passando ao largo do desenvolvimento das competências básicas de um professor. Os jovens educadores saem das faculdades sem dominar o conteúdo que vão ensinar, os melhores métodos para o trabalho com estes conteúdos, e sem desenvolver as habilidades de organização do tempo e do espaço, bem como aquelas referentes às relações interpessoais e às dinâmicas de funcionamento de grupos.
  • O mais grave parece ser o total divórcio entre teoria e prática, bem como a inexistência de uma prática consistente. Em geral, a experiência se resume a algumas “aulas”, em situações totalmente artificiais. Assim, as habilidades básicas da prática docente acabam sendo desenvolvidas na dura experiência inicial que, quando muito traumáticas, provocam o abandono do magistério, ou uma prática de absenteísmo desregrado. Baseados nesta constatação, alguns programas propõem institucionalização da figura de um professor, com mais experiência, que possa atuar como um mentor dos mais jovens.
  • Se quisermos, entretanto, enfrentar o problema em sua raiz, urge repensar os currículos de formação de professores.
  • Pessoalmente, devo muito ao trabalho desenvolvido como “professoranda”. Aluna do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, numa época de grande carência de professores na rede pública, participei de uma experiência em que o conteúdo previsto para o último ano foi condensado num curso de férias, para que assumíssemos uma turma durante todo o ano letivo. Um dia por semana tínhamos aulas de didática onde discutíamos os desafios, trocávamos experiências e recebíamos orientações. Funcionava como uma “residência”, típica da área de saúde. Uma possibilidade de incluir a experiência de residência na área de educação seria utilizar o período probatório para o desenvolvimento de um programa estruturado para este fim.
  • Urgentíssima, porém, seria uma total reformulação do chamado estágio curricular. Temos aí um grande campo de oportunidades. A experiência do Projeto Entre Jovens, proposto pelo Instituto Unibanco, nos mostra que um programa de tutoria, desenvolvido como forma de estágio curricular, pode se constituir num verdadeiro jogo de ganha-ganha. O projeto, voltado para o desenvolvimento de pré-requisitos considerados indispensáveis para o prosseguimento dos estudos, e que poderia ser aplicado ao final de cada uma das etapas em que ocorre uma mudança de estrutura curricular ( quinta série, nona série e terceira série do Ensino Médio), vem demonstrando impactos bastante consistentes.
  • Numa proposta de dar conta das lacunas de aprendizagem antes que se avolumem, ganhariam os alunos, os professores, que não necessitariam voltar a conceitos anteriores, e os futuros educadores, com uma efetiva prática docente.
  • Assim é que uma situação de crise, que vem à tona através de gritos de socorro de professores que se sentem despreparados para a nobre missão de educar as novas gerações, pode representar uma oportunidade de se repensar o processo de formação inicial e o desafio de gargalos de aprendizagem que acabam definindo o abandono da escola, tanto por parte de professores quanto de alunos.
  • Wanda Engel, Superintendente-executiva do Instituto Unibanco.
  • Publicado no Correio Braziliense no dia 24/11/2011.

Postado em 2011-11-28 13:03:40 por . comentários

No Brasil, mais da metade (51%) dos estudantes de 14 anos atingiram ou passaram a escolaridade das mães. Nas escolas públicas, esse número é de 57%, enquanto que nas particulares, 11%. Isso é o que mostra levantamento exclusivo do movimento Todos Pela Educação e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A pesquisa mostra ainda avanço na escolaridade das mães nos últimos anos. Em 2001, mais alunos de 14 anos tinham alcançando as mães nos estudos. Eram 61% contra os 51% de 2009, os dados mais recentes. Mas é importante ressaltar o seguinte: o pouco estudo não pode ser desculpa para que os pais não ajudem na educação dos filhos.

Há diversas formas de ajudar e a maior lição que se pode dar a um filho é sobre o valor e a importância do conhecimento na vida de qualquer pessoa. Sobre esse assunto, o Fantástico deste domingo (27) fez uma reportagem especial. Veja:

Postado em 2011-11-21 13:04:17 por . comentários

“É rindo que se aprende”. Esse é o título do livro que o jornalista-educador Marcelo Tas acaba de lançar e no qual ele conta sua experiência na Comunicação, Educação e Humor. “Educador”, segundo ele, é um título dado por seu amigo de longa data, o também jornalista e especialista em educação Gilberto Dimenstein.

O vídeo abaixo é do Programa do Jô em que Marcelo foi entrevistado para falar do livro. Vale a pena dar uma olhada.

 

Obs.: Espie só como Gilberto Dimenstein, o "provocador" do livro, descreve a obra de Tas. 

  • “Você vai encontrar Marcelo Tas metido nas mais diferentes atividades ligadas à arte de expressar, na maioria das vezes levando o humor e a irreverência para diferentes canais, como televisão, rádio, jornal e internet. Ou simplesmente em cima de um palco. Nessa mistura multimeios, ele exerce múltiplos papéis: jornalista, ator, documentarista, apresentador, desenvolvedor de software…Durante a conversa que serviu de base para este livro, ele foi montando o quebra-cabeça de sua história para revelar como o prazer de aprender orientou sua vida e quais foram os personagens que o influenciaram nesse aprendizado. Assim, entre tantas experiências e atividades diferentes que viveu, o foco aqui é mostrar como Marcelo Tas está na vanguarda de um campo novo: a mistura da comunicação com a educação. O livro vai agradar a quem gosta de experiências ligadas à comunicação. Mas também àqueles que se interessam por usar a comunicação para educar. E vai agradar especialmente a quem gosta de ouvir histórias sobre o encanto de aprender. Este livro é, em síntese, uma aula de como se ensina e se aprende rindo.”
  • Gilberto Dimestein

Postado em 2011-11-16 19:48:37 por . comentários

Esta quarta-feira, 16, foi, com certeza, uma data importante para o Ensino Médio da rede estadual de ensino. O Governo de Goiás acaba de oficializar a parceria com o Instituto Unibanco que irá beneficiar até 2014 cerca de 270 mil alunos de 600 colégios. Trata-se de uma importante ação rumo à reestruturação desta etapa de ensino, prevista na reforma educacional.

Com isso em mente, separei para você, leitor, um artigo da superintendente executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, publicado recentemente no Correio Braziliense. Nas linhas abaixo, ela traça um panorama do Ensino Médio no Brasil e fala das expectativas de aprendizagem. Para usar as palavras dita por ela na solenidade deste dia, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira: “com incentivo, a escola pública vai conseguir da a volta por cima”.

Confira: 

  • O Ensino Médio e as expectativas de aprendizagem
  • Um fato possivelmente desconhecido da maioria dos brasileiros é o de que não existe no Brasil um currículo mínimo em nível nacional. Contamos apenas com “diretrizes curriculares” que, como não poderia deixar de ser, apresentam somente indicativos orientadores da definição dos conteúdos curriculares. Na maioria dos casos, essa definição cabe às escolas e, quando não, ao próprio professor.
  • São poucos ainda os estados que determinaram seus currículos únicos. A defesa dessa autonomia se baseia na ideia do respeito à diversidade cultural brasileira. Um exemplo das consequências dessa liberdade é o caso de uma estudante de ensino médio, filha de militar, que cursou cada série em um estado da Federação.
  • Na primeira série, em física, o foco foi magnetismo. Na segunda série, estudou magnetismo e, na terceira, magnetismo. A par de ter tido a oportunidade de desenvolver uma “personalidade magnética”, a aluna não ouviu sequer falar em nenhum outro campo da física.
  • Durante décadas, coube aos livros didáticos a definição dos currículos. Com a instituição das avaliações em larga escala, em nível nacional, as matrizes de competência, construídas para os exames de final do ensino médio (Saeb e Enem), tornaram-se as “diretrizes” para as definições curriculares. Ou seja, em vez de o currículo determinar a matriz de avaliação, ela vem definindo o currículo.
  • A nova proposta de Diretrizes Nacionais Curriculares para o Ensino Médio (DCNEM 2011) é enfática na necessidade urgente da definição de “expectativas mínimas de aprendizagem”, em nível nacional, para o final desse ciclo.
  • A mudança de nomenclatura, além de ter a possibilidade de escapar das infindáveis discussões sobre currículo mínimo, ainda carrega a vantagem de inverter o foco. Na questão do currículo, o foco é o ensino, enquanto nas expectativas, o foco é a aprendizagem. Isso corrobora um movimento que evoluiu do “direito à Educação” para o “direito de aprender”.
  • Estabelecido o foco na aprendizagem, voltamos à pergunta básica. Afinal, quais seriam as expectativas mínimas de aprendizagem necessárias ao final do ensino básico?
  • Mínimas para garantir tanto o caminho do trabalho quanto o da universidade, para todos os jovens brasileiros. A partir desse mínimo seria possível agregar outras competências, em função das características locais ou pessoais do estudante.
  • O desafio maior é justamente definir o mínimo. A tendência devastadora será partir dos atuais 14 componentes curriculares obrigatórios, e mais seis transversais, cujos especialistas consideram cada detalhe de sua área como absolutamente fundamental.
  • Se formos por esse caminho, chegaremos, sem dúvida, a um mínimo mega que aumentará o desânimo de nossa juventude, já tão perdida no emaranhado da proposta enciclopédica de nossas escolas.
  • Se conseguirmos chegar às expectativas essenciais de aprendizagem ao final do ensino médio, teremos dado um passo fantástico no sentido de reorganizar o currículo de todo o ensino básico. Com os parâmetros iniciais (todas as crianças alfabetizadas) e os finais (expectativas básicas ao término do ensino médio), ficaria mais fácil definir expectativas para os pontos críticos em que ocorrem mudanças na estrutura curricular o final da nona e da quinta séries.
  • O caminho poderia ser “de trás para a frente”. Já que, ao final de seus estudos básicos, um aluno necessitaria aprender no mínimo X, qual seria seu desempenho necessário ao final do fundamental e o que precisaria ter aprendido ao término do primeiro segmento?
  • A clareza sobre as expectativas, ao final de cada uma dessas etapas, possibilitaria um trabalho de correção de deficiências antes do início de nova fase, de forma a evitar o maléfico acúmulo de lacunas que leva quase sempre ao abandono.
  • Estabelecidas tais expectativas, teríamos também a possibilidade de restabelecer a lógica do processo, partindo delas para a revisão das matrizes de competência do Saeb e do Enem e, quem sabe, transformando o último num exame universal e obrigatório para o final do ensino básico. 
  • Wanda Engel, Superintendente-executiva do Instituto Unibanco. 
  • Publicado no Correio Braziliense no dia  29/09/2011.

Postado em 2011-11-03 14:07:57 por . comentários

 O que leva um jovem a se tornar professor? Identificação com a profissão e a influência da escola em que estudaram, apontam dados tabulados pelo movimento Todos Pela Educação a partir dos microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 - os últimos disponíveis.

Já entre os motivos que menos incentivam estão o retorno financeiro (57,9%), o conselho dos amigos (56,8%) e o fato de ter tido experiência profissional anterior (43,1%). Outro dado relevante apontado pelo estudo é que apenas 6,9% dos jovens que responderam ao questionário - cerca de 164 mil em todo o país - tinham como objetivo se tornar professores do Ensino Fundamental e Médio.

Esses números reforçam ainda mais a importância de se valorizar o profissional da educação, tanto no aspecto financeiro e social. Esse, inclusive, é o primeiro pilar do Pacto Pela Educação, o plano de reforma educacional que vamos conduzir em Goiás (veja mais detalhes em www.educacao.go.gov.br/especiais/pactopelaeducacao). O compromisso com o professor, além de prever o pagamento do Piso Salarial Nacional da categoria, também abrange todo um esforço para que a sociedade reconheça e dê o devido valor  a essa profissão. Esse, com certeza, é o primeiro passo para que os jovens sejam estimulados a seguir a carreira docente.

Abaixo, veja os dados da pesquisa:

Postado em 2011-09-22 15:06:43 por . comentários

Falta um mês para as provas do Examenacional do Ensino Médio, o Enem, que serão realizadas neste ano nos dias 22 e23 de outubro em todo o país. O tempo é curto, mas ainda dá tempo de seprogramar e estudar bastante para ter um bom desempenho no exame e aumentar as chancesde conseguir vaga em um curso superior.

Pensando nisso, o portal G1 procurou professores especialistas para dar dicas de estudo e antecipar quetipo de conteúdo pode cair na prova. Todos são unânimes em dizer que o Enemnão é uma prova que exige domínio de conteúdo puro e simplesmente. Se quiser sedar bem, é preciso ter boa interpretação de texto, ser leitor assíduo, ter conhecimentode atualidades, além de saber analisar tabelas, gráficos, planilhas e mapas.

De acordo com a reportagem, ofilme "A rede social”, do diretor David Fincher, que narra a história dacriação do Facebook, é uma boa pedida para quem está estudando para o Enem portratar de temas importantes como a privacidade e a comunicação na sociedadeatual e o enriquecimento veloz de jovens empreendedores.

Vale a pena conferir o materialpreparado pela equipe do G1 na íntegra. Clique aqui e confira

Postado em 2011-09-13 18:02:06 por . comentários

Fonte: O Globo

RIO - Responsável pelas políticas contra a discriminação em escolas e universidades americanas, a secretária adjunta de Educação para os Direitos Civis dos Estados Unidos, Russlynn Ali, é radical na sua posição sobre o bullying. Para ela, é preciso mudar a noção de que certas atitudes são normais e fazem parte do amadurecimento de crianças e adolescentes. Apesar da existência de leis federais contra a discriminação nas instituições de ensino, a secretária reconhece que uma efetiva mudança de postura dos agressores depende, em grande parte, do engajamento das próprias comunidades. Preocupada, ela resume o problema: "Estamos machucando nossas crianças."

Em visita ao Brasil para promover um intercâmbio de conhecimento na área, Russlynn destaca semelhanças entre os dois países e fala sobre um grande desafio na educação americana: reduzir a diferença no nível de aprendizado entre jovens brancos e seus colegas negros e hispânicos. Como, em 2050, as atuais minorias serão majoritárias na população adulta dos Estados Unidos, a secretária adjunta crê que a igualdade de oportunidades não é apenas uma questão moral, mas também econômica e demográfica.

Qual o maior desafio nos Estados Unidos, hoje, em relação aos direitos civis na educação?

RUSSLYNN: O país está experimentando agora uma mudança demográfica muito grande. A previsão é que, por volta de 2023, a maioria dos estudantes em escolas públicas seja negra ou hispânica. Em 2050, eles serão a maior parte dos adultos. Quando você observa a diferença de aprendizado entre esses grupos e os brancos, constata que é imensa. Pelo menos um estudo já revelou que o nível de conhecimento em leitura e matemática de negros e hispânicos, no fim do ensino médio, é igual ao de brancos no fim do ensino fundamental. Esse abismo representa anos de aprendizado ruim. Isso não é mais só uma questão moral. É uma questão demográfica e econômica. Se não acabarmos com essa diferença, devemos nos preocupar com nosso lugar na economia mundial.

Há alguma preocupação em particular nessa área?

RUSSLYNN ALI: Não há um problema particular quando falamos de direitos civis na educação. Trata-se de garantir a todos os estudantes o acesso às mesmas oportunidades, a bons professores, a todas as coisas que as pesquisas indicam como importantes para a educação pública. Se vamos acabar com essa diferença de aprendizado nos Estados Unidos, precisamos garantir que negros, hispânicos e pobres tenham o mesmo resultado dos brancos e ricos. É claro que precisamos acelerar o processo de quem ficou para trás. Mas também precisamos garantir que estamos ajudando todos os nossos estudantes a aprender mais, de forma que sejam capazes de fazer mais, para que entrem na universidade preparados e, depois, cheguem ao mercado com as habilidades necessárias.

Como avalia o problema do bullying nos Estados Unidos?

RUSSLYNNI: Os estudantes vítimas de bullying se sentem inseguros e, por isso, não conseguem aprender. Nossas leis contra a discriminação, relacionadas a esse tema, garantem que os adultos têm responsabilidade. Eles têm a obrigação de deter, repreender e evitar que aconteça novamente, sempre que a prática de bullying torne o ambiente ameaçador para a vítima. Na nossa administração, trabalhamos para dar todo o suporte às instituições de ensino, de forma que elas possam entender o problema e agir. É preciso mudar a cultura desses lugares, que, muitas vezes, dá origem ao bullying. Ano passado, demos muita atenção aos suicídios juvenis, que ocorreram porque os estudantes eram vítimas. Queremos garantir que isso não acontecerá novamente.

Há uma certa noção de que o bullying é normal?

RUSSLYNN: O presidente Obama reconhece que muita gente vê o bullying como um ritual de passagem. O que nós queremos é mudar esse paradigma. As leis ocupam um papel importante, mas também é preciso mudar a maneira como pensamos. A legislação enfoca uma situação muito grave, quando o próprio ambiente de aprendizado se torna uma ameaça. É preciso combater o bullying não só em situações-limite. Temos que compreender que a prática não é um ritual de passagem, não faz parte do crescimento ou da vida na escola. Estamos machucando as nossas crianças.

A mudança demográfica em curso agrava esse quadro?

RUSSLYNN: Não há apenas uma causa. Esses problemas não são restritos a conflitos entre negros e hispânicos ou negros e brancos. Há rivalidades dentro desses próprios grupos, especialmente no caso de nacionalidades diferentes.

Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, estudantes de uma mesma sala de aula são muito diferentes entre si. Como lidar com um grande contingente e, ao mesmo tempo, compreender as necessidades individuais?

RUSSLYNN: Não existe uma resposta certa. O fato é que há de se encampar a diversidade como um valor importante, ensinando tolerância. Estudantes não vêm etiquetados em caixas. Nossa missão é garantir que todos consigam se formar na faculdade e seguir uma carreira. Como fazemos isso? Baseando-nos naquilo de que eles precisam. Estamos coletando dados de uma maneira como nunca fizemos. Queremos compreender como cada estudante se desenvolve, para que possamos identificar os problemas e encontrar soluções.

A senhora acredita que ações afirmativas baseadas em critérios raciais podem gerar problemas?

RUSSLYNN: Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, porque depende de como cada programa é implementado. Aqui, eu tive a oportunidade de estar com pesquisadores, professores e com estudantes beneficiados por essas ações. Eles são jovens brilhantes, e pude ver as contribuições que já estão fazendo. Se não tivessem essa oportunidade, seria um desserviço, não só para eles, mas para a sociedade como um todo. Não há apenas uma solução para acabar com as diferenças de acesso à educação superior, mas a política de ações afirmativas é uma delas. E fazer isso não é apenas uma questão moral. É uma questão econômica e demográfica também.

Postado em 2011-09-01 12:16:05 por . comentários

Uma escola estadual de Quixaba, cidade do sertão de Pernambuco - com cerca de 7 mil habitantes - poderá ter suas experiências de sucesso contadas em um livro. A instituição conseguiu atingir nota 6,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ela também está entre as 20 escolas mais bem colocadas do Estado de Pernambuco no Enem.

Em entrevista ao jornal Estadão, o diretor Ivan José Nunes afirmou que conseguiu mudar a realidade da sua unidade escolar a partir de medidas que, diga-se de passagem, já são adotadas pela Secretaria da Educação do Estado de Goiás, que é a valorização de todos os servidores comprometidos com a qualidade da educação no Estado. "Nosso trabalho tem como foco o resultado e o sucesso do aluno, essa é a nossa luta diária", disse o diretor ao jornal.

Confira abaixo a matéria do jornal Estadão:

Lições de diretor de escola campeã do Ideb podem virar livro

Escola pública de Pernambuco tem notas altas no Enem e gera medalhistas em Matemática

Fonte: Site do jornal Estadão

A experiência de administração de uma das mais bem-sucedidas escolas públicas do Brasil pode virar livro. O professor Ivan José Nunes Francisco, diretor da Escola Estadual Tomé Francisco da Silva, localizada em Quixaba (PE), disse nesta terça-feira ao Estadão.edu que sua mulher, que trabalha com ele na administração da escola, pretende escrever uma autobiografia, após se aposentarem, para mostrar aos sucessores como foi o trabalho.

A Tomé Francisco atingiu nota 6,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - a meta do Ministério da Educação é que a média nacional chegue a 6,0 até 2022. A escola também está entre as 20 mais bem colocadas de Pernambuco no Enem e teve vários alunos premiados na Olimpíada de Matemática das escolas públicas. Quixaba tem menos de 7 mil habitantes e fica no sertão, na divisa com a Paraíba.

Segundo Francisco, para mudar a realidade da escola é preciso motivar o professor, o que o faz render mais. Um bom diretor, diz ele, deve liderar a comunidade escolar, e conforme o projeto ganha credibilidade, os resultados vão aparecendo.

"O primeiro passo é conhecer a clientela", disse, "e daí fazer um plano de ação, como a gente fez". Na sua escola, os professores são avaliados todo bimestre. "Tem que incentivar professores, alunos, e os pais, convidá-los a ingressar no projeto". Os resultados positivos são divulgados num jornal interno.

"Nosso trabalho tem como foco o resultado e o sucesso do aluno, essa é a nossa luta diária", afirma Francisco. "100% dos alunos se inscrevem na Olimpíada de Matemática. O que mais nos ajuda é que os alunos vão tendo bons resultados e os outros querem seguir o exemplo". Os ex-alunos bem-sucedidos fazem seminários duas vezes por ano na escola, o que, para o diretor, ajuda também na orientação vocacional. O colégio, diz, está colocando muitos alunos nas universidades federais, como as de Paraíba e Pernambuco. Outros ainda são bolsistas do ProUni. Muitos educadores estão de olho: "Outro dia recebemos professores da Universidade Federal do Amazonas que vieram conhecer nosso projeto e implementar no seu Estado".

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Veja detalhes do projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa, que dará, ao longo da carreira, muito mais oportunidades de crescimento para professor da rede pública no Estado de Goiás.
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