Mais educação, menos violência
Postado em 2010-01-23 21:34:07 por admin. 0 comentários

Violência é um tema que, infelizmente, tem acompanhado a Educação nos últimos anos. O caso ocorrido na semana passada, em Goiânia, de um menino de 8 anos violentado no banheiro da própria escola, escancara o quão vulneráveis estão nossos jovens e crianças no ambiente de ensino. Esse fatídico episódio não foi o primeiro, tampouco o único: um garoto de 5 anos foi estuprado por um picolezeiro - detido em 17 de fevereiro deste ano - no colégio onde estuda aqui na Capital.

Nem sempre as agressões vêem de fora para dentro. Inclusive as ocorrências mais freqüentes envolvem os próprios alunos e as equipes das escolas. A falta de respeito entre alunos e professores dentro das escolas atingiu patamares preocupantes. Tornaram-se cada vez mais públicos relatos de educadores de regiões tidas como violentas de que, nesses lugares, o medo supera a vontade de ensinar. A intimidação é tanta que uma nota baixa - ou uma reprovação - é motivo freqüente de ameaças por parte dos estudantes. Que o diga um professor em Formosa agredido por um aluno em setembro último.

Somente indignação e perplexidade não são o bastante para combater a violência nas escolas: é preciso o envolvimento de todos. Sempre alerto os governos e sociedade para a gravidade do problema educacional. Mas, é a união de toda a sociedade, por meio de associação de pais de alunos, dos Conselhos Tutelares, do Ministério Público, que se tornará viável a implantação de ações que visem a solução dessa problemática.

Insisto na necessidade de que todos se conscientizem de que a solução para este problema está em uma atitude que parece simples, mas nem todos a adotam: pais devem acompanhar o desempenho escolar de seus filhos e se inteirar mais do que ocorre na escola.

A profissionalização da segurança escolar também deve ser levada em conta. Uma idéia a ser analisada, principalmente para a rede pública de ensino, é a criação de uma equipe especializada em segurança pela Secretaria de Educação, inclusive com a criação de subsecretaria específica que teria à frente alguém com experiência na rede de ensino e na resolução de problemas de violência escolar. Esta equipe trabalharia em total sintonia com o batalhão escolar da Polícia Militar.Em médio prazo, caberia a essa equipe a construção de um plano de ação para toda a rede com procedimentos adequados na área de segurança escolar, seguida de uma orientação para os professores de como prevenir e enfrentar problemas de violencia escolar.

Esta articulação entre as Secretarias de Educação e a Secretaria de Segurança Pública poderia criar um sistema simples e prático de registros de ocorrências de desordem escolares para criar indicadores estatísticos consolidados por escola, região e município. Os indicadores deverão estar disponíveis para as escolas e os dirigentes acompanharem os desempenhos e acionarem ações e recursos extras quando necessário.

Penso ainda que esse plano de ação deve conter pontos essenciais, como tolerância zero para alunos pegos em flagrante com armas ou agredindo colegas; destinação de recursos adicionais para escolas mais violentas do sistema para melhoria destas unidades ; criação de um disque-denúncia para a segurança escolar;

Também é fundamental reverter problemas de infraestrutura das escolas. Está mais do que comprovado, que a violencia se potencializa em um ambiente de degradação. Por isto é necessário solucionar os problemas de sucateamento físico das escolas.

Especialmente os diretores e professores devem estar preparados para lidar com esse problema, pois têm sua parcela de responsabilidade no processo. Acredito que são eles os principais agentes de combate à violência. E, para isso, nossos mestres devem ter em punho apenas uma arma: a Educação.

Thiago Peixoto é deputado estadual (PMDB) e economista

Publicado no jornal O Popular do dia 26 de novembro de 2009

Comentários para o Artigo "Mais educação, menos violência"

Envie seu comentário

Nome*:
Email:
Site:
* Digite a resposta da pergunta da imagem no campo abaixo:
Implantamos esse novo recurso para garantir a confiabilidade dos comentários, evitando o envio de mensagens indesejadas em massa, spans.




Você sabe quanto paga de impostos nos produtos? No Brasil os impostos cobrados estão entre os mais altos do mundo!
Fácil - Tecnologia e Internet Inédita Propaganda